quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Pobretes mas alegretes, voltem os foguetórios e as fogueiras...


Quem não leu ontem ou ouviu a noticia do fim da proibição das fogueiras e queimadas na comunicação social, bastou- lhe espraiar hoje a vista, e levantar o nariz, no final da tarde, para deparar com uma imensidão de fogueiras e colunas de fumo, cheiro a queimado e ardência no olfacto; por todo o lado onde houvesse  quinta, quintal, quinteiro e jardim, era vê-las, às centenas. Os políticos esquecem-se de lembrar, nestas leis que as permitem, que também há outros processos para eliminar detritos: a compostagem e tem menos custos para o ambiente.No verão tivemos a trágica queima dos incêndios, agora assiste-se a esta corrida às queimadas, logo, logo, vamos ter os fogareiros e fogões no aquecimento a queimar dia e noite...E passou apenas um mês que fomos varridos pela violência do fogo...Da mãe natureza chegam-nos sinais de stress e descontrolo, quanto ao aquecimento, e nós continuamos a fazer de conta que não se passa nada... ou que mudar comportamentos e atitudes é só para os outros... Ainda não encaixamos que mudar comportamentos é mesmo para todos! Ai que saudades eu já  tinha das minhas alegres fogueirinhas...


















escreveu Martinho Rocha

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

A Industria do papel em Paiva












Alfredo Vieira Guedes, personalidade paivense muito conhecida e reconhecida pelo seu sentido de benemerência  no apoio a diversas iniciativas populares da área da saúde (Hospital da Misericórdia), do ensino  (Externato Alfredo Vieira Guedes), infraestruturas de vizinhança (doação de águas, terrenos para caminhos e escolas)entre outras, foi homenageado pela ADEP em momento integrado no programa da 20.ª edição da Feira do século XIX.
A imagem deste paivense passou a partir de 8 de outubro a fazer parte da Galeria  dos Empreendedores, na sala de exposições, onde já constam desde 2016  Jean Tyssen e sua nora Marcelle Tyssen (ver abaixo).
Alfredo Vieira Guedes esteve directamente ligado à laboração da fábrica de papel da Foz do Ribeiro, hoje nas mãos dos seus netos. Esta empresa  que é conhecida pela Fábrica do Vieira Guedes, aparece em 1844, foi fundada pelo avô Manuel Vieira de Andrade e que se saiba é a empresa  paivense mais antiga, e que apesar das diversas administrações, e vicissitudes por que passou, se mantêm ainda a funcionar e que produz hoje vários tipos de cartão. Em meados do século XIX  produziu papeis de escrita (almaço e florete) além do papel de embrulho que era bem conhecido e preferido pelo comércio no Porto.
Nestes dois momentos deixamos um agradecimentos especial aos familiares de ambas as personalidades que com a sua aprovação e presença nos permitiram este gesto.







Foi assim noticiado o evento de 2016 que consta no tema Minas do Pejão:

MEMÓRIAS QUE NÃO SE APAGAM DA NOSSA MEMÓRIA

Foi com grande satisfação e regozijo que a ADEP recebeu no domingo 9 de Outubro passado, durante o certame da Feira anual à século XIX, no Parque das Tílias, à Frutuária, em Castelo de Paiva, uma neta de Jean Tyssen: Catherine Tyssen Barbosa Leão juntamente com seu filho, os quais procederam ao descerramento de dois quadros com retratos a carvão de Jean Tyssen e sua nora Marcelle, mãe de Catherine, mas também de Jacqueline Tyssen e de Caroline Tyssen, quadros que ficaram expostos no salão da ADEP e que passam a fazer parte das memórias da nossa memória. Foi um momento de singela mas respeitosa homenagem àqueles que melhor protagonizaram nas Minas do Pejão uma vivência humanista e vanguardista para o País, que hoje se reconhece e que cumpre divulgar como tributo à imagem destas personalidades e também como exemplo pedagógico para o mundo do trabalho de hoje em dia.
Uma pequena moldura publica, para os vindouros, palavras de grande significado em reconhecimento e gratidão da ADEP aos retratados, que foram corroboradas pelos presentes e em palavras de circunstância dos presidentes da Direcção, Martinho Rocha e da Câmara, Gonçalo Rocha.










escreveu Martinho Rocha




terça-feira, 31 de outubro de 2017

Depósito de lixo nas antigas minas do Pejão, Castelo de Paiva



A denúncia chegou já à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte, entidade territorialmente competente para aplicação do regime geral de gestão de resíduos, publicado pelo Decreto-Lei n.º 178/2006 de 5 de setembro, na sua redação actual.
A reiterada deposição de lixos em local histórico, que também prejudica a qualidade ambiental, que nenhuma autoridade e autarquia tem conseguido interromper, pode ter agora os dias contados. 
Esta actividade,  surpreendente por se tratar de um fosso, que não reúne também as condições ambientais e de segurança para esse fim, levou a ADEP a sensibilizar e a denunciar o assunto a diversas entidades como a que agora endereça o assunto a esta Comissão Regional.
Um caso a fazer escola para outras situações igualmente merecedoras de reparação e que temos vindo a denunciar, quer no concelho, quer na região.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

FOGO DO INFERNO










O Fogo do Inferno, aquele incêndio de 15 e 16 de Outubro de 2017 que assolou grande parte do norte de Portugal, provocando uma enorme tragédia, com dez distritos a arder, também castigou severamente o parque florestal do concelho de Castelo de Paiva, e queimou algumas fábricas, destruiu habitações e anexos, onde pereceram muitos animais domésticos: porcos, galinhas, coelhos, cães e gatos, sendo que as televisões olvidaram este, novamente, martirizado concelho, metido num gueto, sem vias rápidas por onde as pessoas pudessem escapar.
Não havia na mente dos Paivenses qualquer indício de que isto viesse a acontecer, mas aconteceu. Alguns souberam do que se estava a passar já o sono ia alto. Outros tiveram que ser empurrados porta fora, à força. Outros resistiram em casa na esperança de estarem vivos no dia seguinte. Era um inferno de chamas, numa noite escura!
Foi obra do acaso? Foi por condições atmosféricas adversas? Resultou de negligência ou crime? Não, não era possível haver tantos criminosos à solta àquelas horas. Resta saber a verdadeira causa de tantos fogos e em tão grande área. Um inferno de fogo, um verdadeiro fogo do inferno! Uma causa é certa, e todos a apontam: falta de prevenção.
Muitos viram o inferno ainda em vida, como nunca o virão para além da morte!
Incrédulos, transtornados, impotentes para o combate, muitos de nós em pânico, assistiam ao lavrar das chamas por montes e vales e ao redor das nossas casas, avançando a seu bel-prazer e ao sabor dos ventos, que se faziam sentir, por vezes fortes e rápidos.
E os Bombeiros onde estavam? Coitados, quase não se viam. Alguns assistiam, certamente impotentes, ao correr das chamas; outros obedecendo a ordens, procuravam retirar pessoas para lugares mais seguros. E foi assim pelo país fora.
Sabe-se que muitas pessoas que tinham saído de casa nesse domingo dia 15 de Outubro não puderam regressar às suas habitações, impedidas pelas chamas ou pelas autoridades militares que fechavam as vias públicas; outras não puderam, a tempo, fugir de suas casas porque já estavam rodeadas de fogo; a outros, a escuridão da noite não lhes permitira ver os caminhos a seguir; e ainda outros assistiam ao arder dos seus próprios bens, de olhos abertos e lágrimas abundantes, mas insuficientes para apagar o fogo. Era o Fogo do Inferno.
E o Estado? O que faziam os representantes de todos nós?
O Estado, somos todos nós, é certo, mas estamos representados no Parlamento e no Governo que, conjuntamente com as instituições por si geridas, deve proteger os cidadãos em toda a linha.
Instituições para as quais os cidadãos e os empresários contribuem com os seus impostos, taxas, coimas, e afins. Instituições que devem precaver-se e saber como, quando e onde devem proteger os cidadãos e seus haveres dos fenómenos e catástrofes naturais, aos quais não se pode ser alheio, e que sempre existiram, sem podemos fugir deles, ou contorná-los, ao longo dos séculos.
Mas o Estado aparece sempre tarde e a más horas. Aparece quando a “procissão” destes fenómenos naturais já vai para além do adro; quando já pereceram pessoas e se destruíram, moralmente, outras vidas, e haveres.
É urgente. É preciso criar condições nacionais e locais que nos defendam destes fenómenos da Natureza: fogos, inundações, tempestades, furacões, etc, atacando-os com prevenção, tanto do Estado como dos cidadãos, e não durante ou depois dos acontecimentos. O que não se quer gastar em prevenção, por ironia do destino, acabará por ser gasta em duplo, ou em triplo, com os prejuízos resultantes de tais fenómenos e, não são só os cidadãos quem perde, o Estado acaba por perder muito mais e por muito mais tempo.
O Fogo, a água, uma catástrofe podem destruir milénios de património histórico-cultural.
É tempo de nos defendermos a tempo dos maus tempos. É tempo de chamar a atenção dos governantes para a protecção dos governados nas cidades, vilas e aldeias deste país.




Mário Gonçalves Pereira

sábado, 21 de outubro de 2017

cada criança, jovem e adulto pode semear, facilmente diversas (dezenas, centenas) árvores! Vamos a isso ?

Está a ser divulgado um apelo no sentido das escolas, câmaras, juntas, empresas, familiares e amigos oferecem a todas as crianças, em vez do tradicional brinquedo de Natal, uma árvore para plantar.  
Na verdade todos temos, mais que nunca, que lutar para voltarmos a fazer de Paiva um pulmão verde! Fica o desafio! Vamos trocar o brinquedo e plantar uma árvore 🌲
Comentários
 Será um gesto que se recomenda mas não se esqueçam que se recolhermos sementes, cada criança, jovem e adulto pode semear, facilmente diversas (dezenas, centenas) árvores! Vamos a isso ?

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Como fazer a participação de prejuízos agrícolas




Socita-nos a AFVS - Associação Florestal do Vale do Sousa a divulgação da presente nota informativa:


Informação

Todos os proprietários com prejuízos, resultantes do incêndio do passado domingo, deverão reportar os mesmos na GNR de Castelo de Paiva.

ficha de prejuízos agrícolas, a solicitar para a Câmara Municipal e AFVS, depois de preenchida, deverá ser entregue no Município de Castelo de Paiva, (é importante a identificação completa do proprietário).




Também poderemos enviá-la a quem no-la solicitar por email
adeppaiva@gmail.com



segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Inferno, de madrugada, também na Frutuária...




Os  edifícios da Frutuária por volta da  1 hora estiveram em perigo e apenas não arderam porque a força do vento empurrou o fogo no sentido de Corvite. Alí e nas imediações os vários focos terão sido provocados por fagulhas e gerou-se enorme susto e desassossego  por não haver bombeiros disponíveis. Uma noite em que os moradores e populares das imediações não tiveram mãos a medir para acudir aos muitos reacendimentos. Uma noite que não vamos esquecer tão cedo.

Hoje pela manhã vê-se de um lado e do outro da variante um panorama que dá para imaginar a dimensão  da paisagem e o sofrimento humano que mais esta tragédia está a provocar em Paiva.
Queremos expressar a nossa solidariedade e pesar a todos os envolvidos e afectados por esta onda terrorista.


Lamentável que num apelo para o 118 a assistente  - apesar da insistência do pedido - se limite a mandar proceder conforme a ordem da máquina, quando numa situação aflitiva – seja ela qual for e com qualquer pessoa – o mínimo que espera é que o sistema reencaminhe a chamada. Não acreditamos que estamos em 2017, com tanta evolução nas telecomunicações…com tantas declarações de intenções...como não hão-de arder os fogos e se não alastre a tragédia ?....















escreveu Martinho Rocha