domingo, 19 de março de 2017

Primeiros textos em Língua Portuguesa atribuídos a senhores da terra de Paiva!

Brazão com a cruz abolotada dos Bulhões (no portal da Serrada)

Primeiros textos em Língua Portuguesa atribuídos a senhores da terra de Paiva ascendentes de Santo António

D. Soeiro Pais de Paiva, também conhecido por D. Soeiro Mouro de Paiva ou apenas por D. Soeiro Mouro, (bisneto de D. Trocozendo Guedes, fundador do Mosteiro de Paço de Sousa), foi casado com D. Urraca Mendes (de Bragança), depois de esta ter enviuvado de D. Diogo Gonçalves de Urrô (ou de Cete).
Deste casamento resultaram os filhos:
João Soares de Paiva, D. Cristina Soares e Payo Soares Romeu.
Dona Goda Soares houve três filhos e duas filhas de Dom Paio Romeu (ou Paio Pires de Paiva): e um filho de nome Martim (S)aído?, e não houve filhos; e outro houve nome Pero Galego, e não houve filhos; e outro houve nome dom Soeiro Mo(u)ro de Pa(v)ha, e foi casado com dona Orraca Mendes (…)  
Dom Soeiro Mouro houve dois filhos e uma filha: e um filho houve nome João Soares de Pa(v)ha…outro filho houve nome Pai Romeu, o pequeno (Payo Soares Romeu)….e a filha houve nome Cristina Soares (Livro velho de Linhagens 2F8, PIEL e Mattoso 1980 (I):55-56.”
“Dona Orraca Mendez havia de dom Diogo Gonçalves peça de filhos… e quando soube que seu marido fora morto na batalha que el rei D. Afonso, o primeiro rei de Portugal, houve com os Mouros no campo d’Ourique, nom leixou porém de casar com dom Soeiro Mouro. Este dom Soeiro Paez Mouro foi casado com Orraca Mendez de Bragança (….) e fez em ela Joham Soarez, o Trobador, e Paai Soarez Romeu, o prestimoneiro, e Cristina Soarez ( Livro de Linhagens do Conde D. Pedro 42W5; PIEL e Mattoso 1980 (II/I): 487 – 488)”.
João Soares de Paiva casou com D. Maria Annes e deste casamento resultou Thereza Anes, além de outros.
Esta Thereza Anes era portanto sobrinha de Payo Soares Romeu e de Cristina Soares.
De uma relação, ao que parece, extra-conjugal de Payo Soares Romeu com Thereza Anes, sua sobrinha, nasceu Teresa Taveira ou d’Azevedo, mãe de Santo António, conforme registo na árvore genealógica da Casa da Boavista, em Castelo de Paiva.
Teresa Taveira também aparece em alguns documentos como Maria Teresa Taveira.
Os pais de Teresa Taveira foram assim: Payo Soares Romeu e Thereza Anes, facto que contradiz a descrição inserta a pág. 66 do livro de Guido de Monterey Castelo de Paiva terras ao léu, que aponta como tradição histórica ser Teresa Taveira filha do casal Payo Soares Romeu e de D. Sancha de Portocarrero, descrição que surge certamente, por transcrição de elementos de recolha produzidos com base em análise menos profunda de registos genealógicos medievais, os quais nem sempre se consideraram perfeitamente conciliatórias.
Tendo Santo António de Lisboa (Fernão de Bulhões) por mãe Teresa Taveira, Payo Soares Romeu surge aqui como seu avô. Por outro lado sendo Thereza Anes sua avó, o pai desta, João Soares de Paiva, irmão de Payo Soares Romeu, foi bisavô de Santo António. E neste alinhamento D. Soeiro Pais de Paiva e D. Urraca Mendes também foram seus bisavôs pelo lado do pai de Teresa Taveira (Payo Soares Romeu) e trisavós pelo lado da mãe de Teresa Taveira (Thereza Anes).
Esta família viveu muito chegada ao primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques: O irmão de D. Urraca Mendes de Bragança, Fernão Mendes, senhor de Bragança, casou com D. Sancha Henriques, então viúva de D. Rui (ou Rodrigo) Gonçalves Pereira. Logo, D. Urraca Mendes de Bragança foi cunhada de D. Sancha Henriques, irmã de D. Afonso Henriques, o que quer dizer que as gentes de Paiva ligadas a Santo António, também estiveram ligadas à fundação de Portugal.
Mas mais:
Importa também salientar o facto de João Soares de Paiva e Payo Soares Romeu, também conhecido por Pelágio Romeu, irmãos, nobres oriundos das terras marginais do rio Paiva, a sul do rio Douro, estarem reconhecidos como os autores de uma das primeiras e mais antigas, senão a mais antiga escrita em língua portuguesa, conhecida como: Notícia de Fiadores de 1175 [1] de Payo Soares Romeu, e João Soares de Paiva como um trovador medieval português, o mais antigo autor com obra conservada presente nos cancioneiros medievais galaico-portugueses, com a mais antiga cantiga trovadoresca portuguesa, texto satírico da lírica medieval, de 1196, filho de D. Soeiro Paes, dito Mouro e de D. Urraca Mendes de Bragança[2].
Caminhos do Português[3]:
“O aparecimento da Notícia de Fiadores de 1175 veio confirmar a bondade das observações de Ivo Castro e Rosa Virgínia Mattos e Silva.
Embora o sirvantês “Ora faz ost’ o senhor de Navarra” seja um pouco mais tardio que a Notícia de Fiadores, o seu autor, João Soares de Paiva nasceu presumivelmente na primeira metade do século XII (depois de 1139, data da batalha de Ourique)[4] e terá desenvolvido a sua actividade poética durante a segunda metade do século. Sabe-se que além do referido sirvantês escreveu outras cantigas, provavelmente de amor, das quais nos chega notícia mas não os respectivos textos (cfr. Gonçalves e Ramos 1983, Gonçalves 1976, Carlos Alvar 1993).
Sendo hoje geralmente aceite que a arte poética dos trovadores se constituiu desde sempre em tradição escrita, circulando não em suporte de oralidade e memória mas em “folhas” soltas depois reunidas em cancioneiros individuais e em grandes compilações colectivas, parece não restar qualquer margem para duvidar de que se escrevia em português na segunda metade do século XII.
Curiosamente, João Soares de Paiva e Paio Soares de Paiva, dito Mouro, o autor de Notícias de Fiadores não são só contemporâneos como irmãos, filhos de D. Soeiro Paiz de Paiva, dito Mouro e de D. Urraca Mendes de Bragança.
NOTÍCIA DE FIADORES – o texto dado como o mais antigo na história da língua portuguesa, de Payo Soares Romeu, senhor da terra de Paiva, avô de Santo António:


Ora faz ost’ o senhor de Navarra
A cantiga satírica, dada como trova das mais antigas, escrita em galaico-português, atribuída a João Soares de Paiva, irmão de Payo Soares Romeu, em que, também ele, João Soares de Paiva, foi senhor em terra de Paiva e bisavô de Santo António:


Adep – Castelo de Paiva, 15 de Janeiro de 2017
Mário Gonçalves Pereira




[1] - Notícia de Fiadores de Pelágio Romeu(ou Payo Soares Romeu)(1175)-Mosteiro de S. Cristóvão de Rio Tinto, maço 20, n.º 10 – rosto.
[2] - In cantigas.fcsh.unl.pt e Ivo Castro 2001.
[3] -In books.google.pt pag.40
[4] - Obs: João Soares de Paiva nasceu do segundo casamento de Urraca Mendes, certamente pouco depois do seu primeiro marido ter morrido na batalha de Ourique, 1139, e foi bisavô de Santo António que nasceu em 1195, pelo que aquela data do pós 1139 é perfeitamente aceite.

Atafona do Linho em Castelo de Paiva: na ADEP - Parque das Tílias: dias 5 e 8 de Abril, dias dos moinhos abertos!





     Este ano, com vem acontecendo há dez, a ADEP vai aderir ao Dia Nacional de Moinhos Abertos.
O programa nacional já tem datas A Casa dos Engenhos "Dr. Justino Strecht Ribeiro"  no Parque das Tílias vai estar aberta na quarta -feira dia 5 de tarde e no sábado de manhã para quem pretenda fazer uma visita. O dia 5 é especialmente destinado às Instituições sociais e Escolas.


Nota de Imprensa

Dia Nacional dos Moinhos – MOINHOS ABERTOS 2017

Nos dias 8 e 9 de Abril, um fim-de-semana, no âmbito do Dia Nacional dos Moinhos que se assinala a 7 de Abril, terá lugar pelo décimo primeiro ano consecutivo o Dia dos Moinhos Abertos de Portugal, iniciativa organizada pela Rede Portuguesa de Moinhos, com o apoio da TIMS, Sociedade Internacional de Molinologia.


Pretende-se chamar a atenção dos Portugueses para o inestimável valor patrimonial dos nossos moinhos tradicionais, de forma a motivar e coordenar vontades e esforços de proprietários, moleiros, organizações associativas, autarquias locais, museus, investigadores, molinólogos, entusiastas, amigos dos moinhos e população em geral. Nos dias 8 e 9 de Abril estarão a funcionar e abertos ao público para visita gratuita largas dezenas de moinhos em funcionamento, de todos os tipos, um pouco por todo o país. Cada moinho terá um programa de actividades próprio com visitas guiadas, animações, demonstrações, palestras e outras ações de sensibilização.


Registe-se o facto da adesão a esta iniciativa se encontrar em crescendo de ano para ano, tanto no número de moinhos aderentes, como do número de visitantes, sendo que nas últimas edições foram contabilizados mais de um milhar de visitantes nos moinhos da região de Aveiro.

Como forma de apoio a esta iniciativa e assim potenciar a adesão dos visitantes a este moinho do vosso concelho, solicita-se a colaboração dos serviços dessa autarquia na divulgação da mesma pelos canais próprios. O nosso agradecimento desde já por essa disponibilidade.

Para mais informações sobre esta iniciativa na região de Aveiro contactar através do telefone 960045054 ou do correio electrónico moinhosdeportugal@gmail.com.

Programa detalhado a nível nacional brevemente disponível em www.moinhosdeportugal.org.


Armando Carvalho Ferreira

Rede Portuguesa de Moinhos

sexta-feira, 10 de março de 2017

CONTAS E RELATÓRIO DAS ACTIVIDADES DE 2016 APROVADOS

A Direcção da ADEP aprovou recentemente as contas e relatório das actividades em 2016, documentos que vão ainda ser presentes à próxima Assembleia Geral, para serem discutidos e votados.
De realçar que das actividades desenvolvidas, dirigidas quer aos associados, quer ao público em geral, sempre tiveram este ano como vem acontecendo já de tradição, o acesso livre e gratuito e deram oportunidade e/ou tiveram mesmo a participação cívica de vários milhares de aderentes como podemos confirmar.










A Feira do século XIX e a presença nas redes sociais são respectivamente nas vertentes presencial e virtual as duas grandes realizações a contar milhares de participantes, tendo o blogue  adep-paiva.blogspot.com  atingido este ano o número de 100 000 visualizações! Por sua vez a aposta na divulgação do património como a visita às antigas Minas do Pejão e sinalização de algumas delas, caminhada do Dia Nacional dos Moínhos, bem como pelo património associado à família de Santo António, esta a merecer a visita de Frei Severino, da Ordem dos Franciscanos, são  as iniciativas que conjuntamente com a realização da 19.ª Feira do século XIX e a abertura dos espaços de museu e Parque das Tílias, às quartas-feiras e domingos, as que mais aderentes presenciais associaram. Já os trabalhos diversos, para dar condições mínimas à utilização do Parque encaixaram metade do esforço da receita da ADEP em 2016.
Iniciou-se  com a edição do calendário anual para 2017 a acção de divulgação do nosso património  de itinerários de Fátima e Santiago de Compostela, que arrecadou já apoios de particulares e do Município e estará concluída no primeiro trimestre de 2017.


domingo, 5 de março de 2017

“O Cromeleque da Cerca” (S. Martinho, Castelo de Paiva) sobranceiro ao Sardoura a meio caminho do Douro ?



Não é assunto que possa dispensar uma análise atenta de Arqueólogo da área do megalítico, mas não deixa de nos fazer interrogar se estamos perante um imponente Cromeleque construído numa zona onde abunda o granito e beneficia de uma exposição a poente, com uma vista panorâmica de grande alcance sobre o vale agrícola do rio Sardoura e com  condições favoráveis – ainda hoje – para a prática agrícola/pastoril. A grandeza dos monólitos e a sua disposição é no mínimo muito surpreendente. Este tipo de monumentos geralmente associado a vestígios de práticas ancestrais da pré-história tem também confirmada essa evidência considerando o aparecimento – há anos - nas proximidades de machados de pedra e de bronze. Não podemos esquecer até que nas imediações das pias dos Mouros (monumento classificado sobre o qual já temos falado e pode ver-se no tema Monumentos e Arqueologia) existiam ainda há poucos anos (não sabemos se ainda existem e estarão subterradas) umas outras pias e pedras afeiçoadas mais rudimentares  e que o povo associa a práticas e rituais  pagãos.

Notas: 
1 - Das enciclopédias sabemos que o megalitísmo é um fenómeno cultural que é representado, materialmente, pela utilização de grandes pedras, em granito ou xisto, quase sempre em bruto ou sumariamente afeiçoadas, com as quais se construíram, em recuadas épocas pré-históricas, determinado tipo de monumentos, tais como menires, cromeleques, alinhamentos, cistas e antas (ou dólmenes).
2 - Portugal é um dos países europeus mais ricos em património megalítico: dólmenes ou antas, cromeleques, menires alinhamentos, de diversas formas e dimensões, estão espalhados na nossa paisagem de norte a sul. 
3 - Em Paiva estão identificadas mais de quatro dezenas de mamoas (trabalho de localização e reconhecimento em que a ADEP se empenhou nos anos 80 com jovens autores da Carta Arqueológica), sendo certo que nas suas imediações e em lugares como Serradêlo, Sabariz, Touriz, Vale e Sequeirô, entre outros, não será difícil descobrir portais e vergas que terão vindo destas construções pré-históricas!
4 - Antas, mamoas e cromeleques são estruturas monumentais que representam aspectos da vida do Neolítico (sistemas de calendário, templos de adoração, locais funerários, etc.) e muitas sofreram transformações quando adaptados ao culto cristão e mesmo para outros usos do quotidiano profano.

5 – Para a UNESCO são designados sítios as obras do homem ou obras conjugadas do homem e da natureza, bem como áreas, que incluem os sítios arqueológicos, de valor universal excepcional do ponto de vista histórico, estético, etnológico ou antropológico as formações geológicas e fisiográficas e as zonas estritamente delimitadas que constituam habitat de espécies animais e vegetais ameaçadas, de valor universal excepcional do ponto de vista estético ou científico (UNESCO. Convenção para a Protecção do Património Mundial, Cultural e Natural, 1972).









escreveu Martinho Rocha

sábado, 25 de fevereiro de 2017

António Capelo visitou o espaço Etnográfico da ADEP, e conclui que é urgente criar um museu ligado às Artes e Ofícios!




edifício que para o próximo ano  comemora 130 anos  é um espaço de museu  dedicado às primeiras artes. Faz parte do núcleo arquitectónico fontista da Frutuária, construído com granito da região (do Monte do Côto). Abriu pela primeira vez  na noite do Dia Internacional dos Museus em 2012. Corresponde como consta do catálogo a um esforço da ADEP para tornar digno e apresentável um grande conjunto de utensílios das nossas profissões tradicionais (agrícolas, fluviais, mineiras, artesanais e de pequena indústria), recolhidos ao longo de mais de vinte anos. Além do espaço Primeiras Artes, há também a Casa dos Engenhos e neste espólio fabuloso há que incluir ainda o Grupo do Linho de Real, da ADEP e toda mestria e saber destes componentes, aderendes, doadores, amigos e voluntários.Este ano no Verão contamos para esta actividade com os nossos voluntários/directores: José Silva, Fernando Beato, Rui Pereira e João Vieira e foi possível visitar gratuitamente o espaço aos domingos e quartas feiras de tarde.
Tivemos a visita, ontem, do actor António Capelo e ficamos contentes por saber que um paivense "emigrado" homem da cultura também pensa como nós. Ainda bem que nos visitou e que concluiu o que publicou "quanto à minha visita, fiquei com a impressão que seria necessário criar rapidamente um museu ligado às artes e ofícios, um museu antropológico onde se colocasse todo o enorme espólio que está armazenado. A arte só tem valor quando cria diálogos e pontes; se o espólio não for colocado à disposição dos públicos, para criar diálogos... "
Contactos para visitas pode fazer-se pelo email: adeppaiva@gmail.com

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Rota das Minas do Pejão para os amantes da Natureza e de circuitos pedestres

Aos amantes da Natureza e de circuitos pedestres
Rotas das ex-minas do couto mineiro do pejão, referenciadas pela ADEP- Associação de Estudo e Defesa do Património Histórico-Cultural de Castelo de Paiva. 


Roteiro informativo principalmente para visitantes pedestres. Os interessados nestas visitas com motos todo-o-terreno e com tractores também podem tentar visitar estes locais até onde conseguirem penetrar nos trilhos existentes, mas devem estudar o s circuitos antecipadamente. 

As ex-minas do Couto Mineiro do Pejão estão disseminadas por locais diversos desde o Pejão (Paraíso) até Germunde (Pedorido), passando por zonas da Raiva, no Concelho de Castelo de Paiva. Estão com as entradas (bocas das galerias) vedadas com “tapumes” de blocos de cimento e algumas têm sido visitadas por curiosos e ao que soe dizer-se até por árabes que tentam tomar conhecimento do seu historial e valor do subterrâneo.



Essas entradas para as minas ainda podem ser visitadas ainda que nalguns casos tenham que ser desbravados o mato e arbustos que não permitem chegar ao destino tão rápido quanto gostaríamos.
Visitá-las todas num só dia é tarefa quase impossível a um pedestre, mas organizados os circuitos por localidades, poderão os mesmos ser percorridos em 4 dias.

                                                      **
Permitam-me dar as seguintes sugestões:
1.º - percurso Pejão e arredores com três trilhos: 1.º trilho, Pejão, com visita das primeiras minas do Pejão, no Monte das Cavadinhas: mina de Paraduça (a céu aberto) mina do Limoeiro ( tipo galeria de encosta) e Rôta das Cavadinhas (também a céu aberto); 2.º trilho, visitar a cerca de dois km para sul, a mina do cinquenta (foi a última mina a ser aberta pela ECD) junto ao poço de ventilação do nível 50, em zona florestal de terras de Paraduça que pertence actualmente a um particular; 3.º trilho, regressar e seguir para o Choupelo, onde poderão ser visitas as entradas das galerias sob o Monte das Cavadinhas e onde existiu um poço para acesso de pessoal às galerias subterrâneas que por aí passavam e para entrada de madeiras também para essas galerias inferiores. Daí poderão seguir para a zona do Ervedal, uns 3 a 4 km mais para norte, no vale, onde poderão visitar a mina do Ervedal, resquícios do caminho-de-ferro entre Ervedal e Nível 80 do Fojo, a boca da mina do Vale da Cana, a cerca de 200 - 300 m mais para norte e ruínas dos Silos (recolha de carvão proveniente do Choupelo, via Canal de descarga do Martelo da Arte, na linha férrea Martelo da Arte – Choupelo). Por uma segunda via-férrea transportava-se o carvão da mina do Vale da Cana e destes Silos, para o nível 80 do Fojo.



2.º - percurso Fojo e Carvalhais (Oliveira do Arda), localidades que distam entre si de cerca de 8 km, por estrada. Visita no Fojo ao exterior do edifício do poço mestre, edifício que foi uma imagem de marca nos jornais mensais de “O Pejão” e visita à entrada da galeria do nível zero(0), aberta em alternativa a uma primeira existente a poucos metros. Zona do canal de descarga do nível 80. Regresso à estrada seguindo para Oliveira do Arda, até à Estação.




Chegados à Estação, seguir pelo traçado da antiga via-férrea com destino ao Fojo, passando logo ali pelo hangar de recolha de locomotivas. A cerca de 3 km encontraremos a mina de S. Domingos, outrora também designada por mina da capela de S. Domingos, no lugar de Carvalhais, junto ao caminho da linha onde ainda existe uma entulheira (escombreira) e água férrea saindo da mina.

3.º- percurso Encosta sul do monte da Serrinha, margem esquerda do rio Arda:
Visita às entradas das galerias em flanco de encosta assim denominadas :
Mina da horta da moleira, junto ao caminho, onde se observa saída de águas férreas do seu interior;
Mina do Arda, a mais antiga e situada cerca de 100 m vale acima, mas com acesso uns metros mais a sul.
Percorrendo a encosta no sentido do cume do monte para se chegar ao alto da Póvoa, encontraremos, quase no alto, a mina da Serrinha, onde nas proximidades se abriu o chamado poço da Serrinha, agora encerrado, mas facilmente sinalizável pelas ruínas da cabina eléctrica aí construída.
Estas visitas, neste percurso, podem fazer-se com partida em 3 alternativas:
1-    A partir de Oliveira do Arda (Estação), pela antiga linha férrea e pela ponte de Croca sobre o rio Arda, tomando o caminho que ali passa com origem em Pedorido, margem esquerda do rio Arda, e prossegue-se para sul;
2-    Pela margem esquerda do rio Arda, com partida de Pedorido, até ao local de entroncamento referido em 1 e prosseguindo o mesmo trajecto para sul;
3-    Com partida do alto da Póvoa (Pedorido) junto ao campo de Aeromodelismo, passando pelo edifício da antiga cabina eléctrica do Poço da Serrinha e descendo a encosta. A boca da mina da Serrinha estará abaixo cerca de 300 m; Para se encontrar as duas outras minas deverá continuar-se a descer a encosta do monte da Serrinha até entroncar com o caminho referido em 1) e aí procurar encontrar as referidas minas como antes descrito.




4.º - percurso Mina da Póvoa e Zona de Germunde:



A mina da Póvoa encontra-se junto a um edifício em ruínas que serviu de Casa da Malta, para albergar mineiros não residentes nas proximidades, à entrada norte do lugar da Póvoa (Pedorido). Qualquer residente no local saberá orientar.
Para se visitar Germunde, zona onde ocorreu a exploração de carvão nos últimos anos de existência da ECD, será necessário obter autorização do proprietário, visto que, agora toda aquela área é de domínio privado.
Como sugestões finais, aconselha-se o uso de vestuário e calçado apropriado, cajado ou bastão similar para auxílio em zonas mais íngremes e de acesso mais difícil, cantil com água, telemóvel e, para orientação dos iniciados nestas visitas, um “guia” conhecedor destes locais, para melhor orientar os participantes e para os encaminhar pelo melhor trilho nalgumas zonas de mato e espécies arbóreas mais densas, que as há.
Sejam bem-vindos.
Um contributo do associado da ADEP: Mário Gonçalves Pereira


*   Um apelo: sempre que possível deixe os locais em melhor estado que aquele em que os encontrou.
** (Junto à mina de Paraduça existem vários tipos de lixo o que  é incompreensível e a todos os títulos reprovável; aqui fica uma chamada de atenção a quem de direito).


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Dia Nacional dos Moinhos Abertos 2017



Este ano, com vem acontecendo há dez, a ADEP vai aderir ao Dia Nacional de Moinhos Albertos.
O programa nacional já tem datas:7, 8 e 9 de Abril. O Programa da ADEP será oportunamente anunciado. No ano passado os espaços da Casa dos Engenhos "Dr. Justino Streht Ribeiro" e Museu Etnográfico "Primeiras Artes" esteve aberto e foi organizada uma caminhada, em parceria com o agrupamento dos Escuteiros 1258/Fornos, que foi até ao rio Arda;  mostrando e assinalando para os participantes e futuros passantes os locais das primeiras Minas do Pejão e diverso património afeto como o cavalete de extração do Fojo, forno comunitário de Folgoso e ainda a fábrica de papel mais antiga do concelho. Fica desde já o convite e o desafio!